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Sociedade Budista Karma Shisil Ling Monastério


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SS. 16° Karmapa , Rangyung Rigpe Dorye (esquerda)
SS. o 17° Karmapa Ugyen Trinley Dorje (direta)

A sagrada carta de predição de sua Santidade o XVI Gyalwa Karmapa

Em janeiro de 1981, o Décimo-Sexto Gyalwa Karmapa deu para seu filho do coração, o Décimo-Segundo Tai Situpa, um amuleto revestido de brocado (tecido com desenhos em relevo) e disse: “Este é seu amuleto de proteção. No futuro, proporcionará grande benefício.” Este amuleto de proteção continha a carta predizendo o renascimento do Karmapa como Ugyen Trinley Dorje. Ela descrevia exatamente os nomes dos pais do Décimo-Sétimo Karmapa e o local e a hora de seu renascimento.

Emaho. Auto-percepção é sempre bem-aventurança;
O dharmadhatu[1] não tem centro nem borda.
Daqui ao norte ao leste da terra da neve
É um país onde o trovão divino resplandece espontaneamente[2]
Num bonito vilarejo nômade com o sinal de uma vaca[3]
O método é Döndrub e a sabedoria é Lolaga[4]
Nascido no ano daquele usado para a terra[5]
Com o som miraculoso e de longo alcance daquele que é branco[6],
Eis o conhecido como Karmapa.
Ele é amparado por Lord Donyö Drupa;
Sendo não-sectário, permeia todas as direções;
Não ficando próximo a alguns e distante de outros, é o protetor de todos os seres;
O sol do Dharma de Buddha que beneficia os outros sempre resplandece.

1 - Chos kyi dhying, a expansão de todos os fenômenos e equivalente a sunyata ou vacuidade.

2 - O local de nascimento do Décimo-Sétimo Karmapa é Lhathok: “Lha” significa divino e “thok” significa trovão. No texto trovão, é poeticamente chamado de “gnam chags” ou “céu de ferro”.

3 - O nome da comunidade nômade onde o Karmapa nasceu é Bakor: “Ba” significa vaca e o termo do Dharma para vaca, “dodjo”, é usado no texto.

4 - Método se refere ao pai e sabedoria, à mãe.

5 - Sua Santidade nasceu no ano do Boi de Madeira; uma árvore vive da terra e um boi é usado para arar a terra.

6 - Isto se refere ao som da concha que soou miraculosamente no ar por uma hora depois do nascimento de Sua Santidade.

Através desta carta de predição, Sua Santidade o Décimo-Sétimo Gyalwa Karmapa foi encontrado e entronado em 1992. A carta foi traduzida por Michele Martin em Rumtek em 1992. e, para o português, por Maristela Leal Casati.

Pelo Mui Venerável Kalu Rinpoche

Desde o inicio desta era ou kalpa afortunada, houve quatro Budas. O primeiro deles foi Khorwa Jig.O quarto foi o Buda histórico, Shakyamuni. Ele deu os 84.000 ensinamentos do Dharma girando as três rodas do ensinamento, e os ensinamentos dele permanecem até hoje. Este mosteiro (KTD) existe por eles estarem presentes no mundo, e a finalidade deste mosteiro e fazer com que os ensinamentos permaneçam no mundo para o benefício de todos os seres.Os ensinamentos do Buda são divididos em vários veículos, ou níveis de treinamento, que foram enumerados de várias formas, de três a nove. De todos eles, o veículo supremo é o Vajrayana e, através dos ensinamentos do Senhor Buda Shakyamuni, os ensinamentos do Vajrayana passaram a brilhar tanto quanto os raios do sol.

Com a propagação do Vajrayana, surgiu um oceano de ensinamentos sábios na Índia. Alguns dos mais famosos destes ensinamentos foram os Seis Ornamentos de Jambudvipa, os Dois Supremos, os 84 Siddhas, e outros; mas por causa do poder e presença destes ensinamentos, passaram a existir tantos siddhas quanto as estrelas no céu à noite.

O Tibete era um reino a ser domesticado pelo boddhisattva Chenrezig, ou Avalokiteshvara, e, portanto, através do poder de suas aspirações e compaixão, ele mandou para este país emanações na forma de tradutores, reis do Dharma, siddhas, eruditos e assim por diante.

As ações de todas estas emanações eram transmitir totalmente para o Tibete o Dharma que existia na Índia e traduzi-lo para a língua tibetana. Durante essa época de extraordinária atividade por inúmeros lamas envolvidos na disseminação esta grande transmissão do Dharma, como resultado de haver diversas regiões muito distantes entre si no Tibete, surgiram oito grandes tradições. Chamadas de as oito grandes carruagens da linhagem da prática, elas são todas o mesmo, uma vez que representam os ensinamentos completos do Dharma de Buda.

Estas hoje existem como as quatro transmissões principais: Kagyu, Nyingma, Sakya e Gelugpa.Entre estas transmissões, talvez a mais significativa seja a dos Karmapas. Esta transmissão é conhecida como Kagyu, que significa "a linhagem do preceito" ou "linhagem de comando". Ela teve origem quando Buda Shakyamuni assumiu a forma de sambhogakaya36, que é o Buda Vajradhara ou Dorje Chang, e transmitiu o Dharma Vajrayana do tantra. A tradição da Kagyu, portanto, é a transmissão do tantra em uma sucessão ou linhagem ininterrupta do comando ou preceito de Vajradhara.

Das mais variadas formas em que esta transmissão chegou aos dias de hoje, uma é conhecida como a linhagem longa, que começou quando o bodhisattva Lodro Rinchen, ou Ratna Mati, a recebeu do Buddha Vajradhara. Ela foi transmitida por ele (Ratna Mati) ao mahasiddha37 da Índia, Saraha, deste para o senhor dos eruditos, Nagarjuna, deste para o mahasiddha Shawaripa, deste para o mahasiddha Matripa e deste para o Senhor Marpa, o Tradutor.

De acordo com a transmissão curta, a linhagem começa com o mahasiddha Telo, ou Tilopa, que contou com muitos grandes siddhas, iogues e gurus durante seu treinamento. Conta-se que, quando morava em Somapuri, na Índia ocidental, ele praticou sem se mexer durante doze anos.

Ao final desta prática, como resultado de sua realização, ele se encontrou com o Buddha Vajradhara pessoalmente e dele recebeu ensinamentos e poderes. Naropa recebeu os ensinamentos completos de Tilopa, especialmente ensinamentos do mahamudra. Estes foram transmitidos tão completamente que era como se o conteúdo de um vaso tivesse sido totalmente despejado em outro.

Estes ensinamentos foram transmitidos por Tilopa a seu aluno mahapandita38 Naropa, que confiava em seu guru e fazia absolutamente tudo o que era orientado a fazer. Tilopa submeteu Naropa ao que se conhece como as doze maiores e as doze menores privações. Ao realizar isto e assim satisfazer seu lama, os ensinamentos estavam completos.

Os ensinamenntos foram, então, passados à Lodrakpa, Senhor Marpa, o Tradutor. Para que pudesse receber os ensinamentos, o Senhor Marpa empreendeu a árdua viagem à Índia por três vezes. Durante estas viagens, mostrou completo desapego de seu próprio corpo, seus bens e seu bem-estar e confiou totalmente no Senhor Naropa e em outros professores.

Através de seus esforços, recebeu os ensinamentos completos e alcançou siddhis39 (poderes sobrenaturais) máximos em uma única vida. A terceira e última vez em que Marpa foi à Índia, ele pediu a seu guru Naropa os ensinamentos chamados "os ensinamentos orais das dakinis" ou "a sucessão oral das dakinis". Naropa, então, perguntou a ele: "

Foi sua a sua idéia de pedir isto, ou terá sido alguém que te pediu ?" Marpa explicou que, no Tibete, ele teve um aluno chamado Thopaga que teve um sonho em que foi profetizado que ele (Marpa) deveria receber e praticar os ensinamentos das tradições orais das dakinis. Quando Naropa ouviu isto, juntou as palmas das mãos, prostrou-se, e disse uma frase famosa: "Na sombria escuridão do Norte, como o sol nascendo por sobre as neves congeladas, está aquele que se chama Thopaga; eu me prostro a este homem." E o poder do respeito de Naropa, quando ele se prostou em direção ao Tibete foi tanto que as árvores e montanhas se curvaram em direção ao Tibete, e nessa área da Índia conhecida como Pulagary, elas ainda hoje estão na mesma posição. A pessoa a quem Naropa se prostrou era o ser supremo Jetsun Milarepa.

Durante a primeira parte de sua vida, Jetsun Milarepa cometeu diversos atos não virtuosos. Quando ele se deu conta disto, foi tomado por terror e procurou por uma lama. Ele encontrou o Senhor Marpa o Tradutor e, confiando plenamente nele, fez exatamente o que Marpa o instruiu a fazer. Para purificar as manchas de seus atos negativos, Marpa sujeitou-o a grandes dificuldades e sofrimentos, os quais são conhecidos como os oito maiores e dois menores sofrimentos extraordinários do treinamento de Milarepa. Com isto, elepurificou seuss principais obscurecimentos e pôde receber a transmissão completa dos ensinamentos do Senhor Marpa.

Depois de recebê-los, ele passou o resto de sua vida não fazendo outra coisa a não ser praticar o Dharma na solidão das montanhas. Morou em diversos retiros isolados, que geralmente são chamados de as seis fortalezas externas, as seis fortalezas internas e as seis fortalezas secretas. Sua história de vida e sua prática e a forma como obteve os siddhis máximos em uma única vida é algo que todos vocês ficam sabendo ao estudar sua biografia.

O aluno de Milarepa foi Dakpo Zhonnu, Gampopa. Em um certo momento de sua vida, Gampopa era um dos médicos mais capacitados da época. Então, veio estudar o Dharma com o mestre mais erudito de sua época, Kadampa Geshe, e tornou-se o perfeito bikkshu (monge). Cumpriu os 253 votos ou regras de monge com extrema rigidez e tornou-se a expressão pura dos ensinamentos que estava praticando.

Naquela época, ao ouvir o nome de Milarepa, ele se convenceu de que deveria encontrá-lo e estudar com ele a todo custo e, através de suas aspirações e esforços, assim o fez. Imediatamente após se encontrarem, Milarepa entregou a Gampopa uma taça de crânio que continha álcool e mandou que ele bebesse. Gampopa, sendo um monge perfeito, pensou: "Se eu beber, estarei violando meus votos, e, se eu não beber, estarei cometendo um ato não auspicioso por ser este o meu primeiro encontro com o professor." Assim que ele teve este pensamento, Milarepa lhe disse: "Não pense tanto, somente beba!" Gampopa, imediatamente percebeu que não tinha escolha e bebeu todo o álcool. O comentário de Milarepa foi: "Esta é uma interdependência excelente. Isto é muito auspicioso porque pressagia o seu recebimento completo e realização completa de todos os ensinamentos que eu tenho que dar a você." E, de acordo com esse presságio em seu primeiro encontro, Gampopa recebeu poderes, transmissões e instruções completas de Jetsun Milarepa e, confiando neles, alcançou o supremo siddhi em uma só vida.

As atividades, ensinamentos e benefícios do Senhor Gampopa aos seres foram extraordinários e extensos, e foi desde esta época que a linhagem Kagyu se tornou uma transmissão formal e ficou conhecida como Dakpo Kagyu, ou a linhagem de Gampopa. Sua atividade era tão extensa que surgiram muitas ramificações dessa linhagem, as mais importantes das quais são chamadas as quatro maiores e as oito menores Kagyu.

Entre todos os discípulos de Gampopa, o mais importante foi o Primeiro Gyalwa Karmapa, Senhor Dusum Khyenpa ("Conhecedor dos Três Tempos"). Quando aluno, seu nome era Khampo Oser, mas, quando alcançou o siddhi, suas habilidades miraculosas e especialmente o extraordinário conhecimento que demonstrou, ganhou o nome pelo qual é conhecido hoje. Ele era famoso por conseguir saber todas as existências e situações passadas de qualquer ser, todos os detalhes de sua situação presente e todos os detalhes de suas vidas futuras. Por esta razão, era conhecido por todo o Tibete e é ainda conhecido até hoje como o único onisciente a respeito dos três tempos, Dusum Khyenpa.

Durante sua vida, Dusum Khyenpa executou completamente todas as práticas e atividades em benefício dos seres. Assim sendo, ele relatou sua intenção de iniciar uma sucessão de renascimentos e depois deixou esta vida, aos 84 anos de idade.

Este Karmapa em especial deixou uma carta de predição, na qual declarava o local de seu próximo renascimento, os nomes e descrições dos pais e o nome e a idade da criança que será encontrada.

Todos os lamas do rosário dourado da Kagyu tiveram e ainda têm experiências, aprendizado e realizações extraordinárias. E isto é tão verdadeiro que encontrar um lama destes, ouvir seus ensinamentos ou mesmo sua voz, ou ainda, ouvir o nome de um deles traz tanta benção, tanto poder e benefício que qualquer pessoa que fizer qualquer um destes tipos de contato com eles não renascerão nos reinos mais inferiores por muitas vidas.

Em janeiro de 1981, o Décimo-Sexto Gyalwa Karmapa deu para seu filho do coração, o Décimo-Segundo Tai Situpa, um amuleto revestido de brocado (tecido com desenhos em relevo) e disse: "Este é seu amuleto de proteção. No futuro, proporcionará grande benefício." Este amuleto de proteção continha a carta predizendo o renascimento do Karmapa como Ugyen Trinley Dorje. Ela descrevia exatamente os nomes dos pais do Décimo-Sétimo Karmapa e o local e a hora de seurenascimento.Através desta carta de predição, Sua Santidade o Décimo-Sétimo Gyalwa Karmapa foi encontrado e entronado em 1992.

A SAGRADA CARTA DE PREDIÇÃO DE SUA SANTIDADE O XVI GYALWA KARMAPA

Emaho. Auto-percepção é sempre bem-aventurança; O dharmadhatu[1] não tem centro nem borda. Daqui ao norte ao leste da terra da neve É um país onde o trovão divino resplandece espontaneamente[2] Num bonito vilarejo nômade com o sinal de uma vaca[3].

O método é Döndrub e a sabedoria é Lolaga[4] Nascido no ano daquele usado para a terra[5] Com o som miraculoso e de longo alcance daquele que é branco[6], Eis o conhecido como Karmapa. Ele é amparado por Lord Donyö Drupa; Sendo não-sectário, permeia todas as direções; Não ficando próximo a alguns e distante de outros, é o protetor de todos os seres; O sol do Dharma de Buddha que beneficia os outros sempre resplandece.

1 - Chos kyi dhying, a expansão de todos os fenômenos e equivalente a sunyata ou vacuidade.

2 - O local de nascimento do Décimo-Sétimo Karmapa é Lhathok: "Lha" significa divino e "thok" significa trovão. No texto trovão, é poeticamente chamado de "gnam chags" ou "céu de ferro".

3 - O nome da comunidade nômade onde o Karmapa nasceu é Bakor:"Ba" significa vaca e o termo do Dharma para vaca, "dodjo", é usado no texto.

4 - Método se refere ao pai e sabedoria, à mãe.

5 - Sua Santidade nasceu no ano do Boi de Madeira; uma árvore vive da terra e um boi é usado para arar a terra.

6 - Isto se refere ao som da concha que soou miraculosamente no ar por uma hora depois do nascimento de Sua Santidade.

Ensinamento de Trangu Rimpoche sobre sua Santidade o Karmapa:

O Karmapa e um grande bodhisatwa que se desenvolveu através da historia da mesma forma que o fez o próprio sidarta gautama o Buda, foi um ser ordinário que queria atingir a iluminação. Praticou e se desenvolveu e agiu de mesma forma de um bodhisatwa. Agir como um bodishatwa e o que todos tentamos fazer. primeiro tomamos o voto do bodhisatwa e desenvolvemos a atitude iluminada (bodichitta). Realizamos um esforço para fazer o bem a todos os seres de muitas formas diferentes. O Karmapa decidiu a muito tempo ser um bodhisatwa. Desenvolveu a mente iluminada e renasceu em inumeráveis formas ordinárias e extraordinárias, como um ser nos submundos ou como bodhisatwa ou como mestre para ajudar a todos os seres.

No futuro o sexto Buda continuara as atividades do Karmapa. O Budha Sakyamuni foi o quarto Buda histórico, o próximo sera Maitreya . O Sexto Buda levara o nome de Singhe que significa Leão. Assim Karmapa aparecera com o nome de Singhe. Ensinara da mesma forma que o Buda Sakyamuni e continuara com a sua forma de Bodhisatwa. Quando Buda Sakyamuni deu ensinamentos depois de sua iluminação, vários milhares de pessoas que eram seus estudantes atingiram a iluminação num tempo muito curto. O mesmo se diz dos ensinamentos do Karmapa como Sexto Buda.

As pessoas que tem perdido a oportunidade e não tem atingido a iluminação podem gerar o desejo de renascer nessa época como seus principais estudantes. Este foi um desejo muito forte do Karmapa. Desta maneira sua atividade se manifesta todo o tempo, não somente neste mundo, senãotambém em muitos outros mundos anteriores e futuros. O Budismo veio ao Tibet no século sétimo e se desenvolveu lentamente.A primeira forma de Karmapa que renasceu no tibete apareceu no século XII como o primeiro Karmapa histórico. Sabemos que o Karmapa tinha vivido antes na India como yogui, siddha ou erudito. Alguns deles foram conhecidos como Saraha, outros não foram conhecidos.

Antes de que o karmapa viesse ao Tibet muitos tibetanos tinham viajado a índia, estudado a pratica do budismo e o tinham trazido de volta ao Tibet. Todos conhecem a Marpa, o tradutor. Ele tinha uma personalidade muito forte. Marpa traduz ao tibetano todos os ensinamentos e praticou e realizou na índia . Marpa se conectou muitas vezes com a atividade do Karmapa na Índia, como por exemplo com Saraha. Saraha era o sustentador mais importante do linhagem Mahamudra e lhe passou a transmissão inteira . Em sua linhagem da transmissão ouve muitos Mahasiddas, entre outros Tilopa, que passou todos os yogas que fazem possível a realização . Nos chamamos estas praticas como "as seis yogas de Naropa", porem estas yogas já tinham sido ensinadas por Tilopa, Saraha e Shawaripa. Retornando ao Tibet, Marpa lhe deu a transmissão ao seu estudante principal Milarepa. Então Gampopa a recebeu e de Gampopa lhe foi devolvida ao Karmapa quando apareceu em sua forma oficial, visível a todos, como o primeiro Karmapa.

Karmapa encarnou uma e outra vez no Tibet e se assegurou que os ensinamentos se mantivessem frescos. A razão pela qual voltou ao Tibet e obvia. Nessa época quando o Budismo decaia na índia pela quantidade de obstáculos em Tibet se expandia firmemente. Todos os Bodhisatwas que tinahm vivido previamente na índia, começaram lentamente a reencarnar no Tibet. Podemos ver os Shamarpas, Situs Rimpoches, Jamgon Kontrul Rimpoches, Gyaltsab Rimpoche, e Pawo Rimpoches tinham vivido na India em suas encarnações previas.

Os estudantes próximos de saraha e tilopa e os que viveram durante o tempo de Nropa renaceram todos, um por um, no Tibet. Os tibetanos lhes derem novos nomes, porem os Bodhisatwas tinham suas raizes na Índia. Renasceram no Tibet onde tinham pessoas interessadas em treinar e ahi deram seus ensinamentos.

A partir de que começaram as dificuldades no Tibet,tal como a destruição pelo governo comunista chinês e outras circunstancias. Sua Santidade o XVI Karmapa pidiu a altos lamas como Trungpa Rimpoche e Kalu Rimpoche ir para os paises Ocidentais e beneficiar a muitas pessoas. Agora a base na qual pode-se passar a transmissão existe e muitas pessoas no Ocidente tem a habilidade de desenvolver-se e atingir a iluminação. Nos não sabemos se nossa conexão com o budismo e novo ou se e uma conexão velha. Muitos provavelmente sempre tiveram um contato com o dharma, porem não estavam totalmente libertos.Estas pessoas então tiveram fortes desejos. Nosso karma sempre nos orientaem certa direção, neste caso, a direção de encontrar-nos de novo em lugares diferentes e continuar com os hábitos do passado. Quando temos a possibilidade de fazer contato devemos usa esta oportunidade e escolher o caminho apropriado. Se não escolhemos o caminho correto há um outro atraso e os tempos mudam novamente . Escolher o caminho correto e o anseio dos bodhisatwas como também o nosso. Nosso caminho esta influenciado pela diligencia ou a preguiça.

A preguiça sempre significa um retraso. Porem nunca perdemos a conexão karmica, porem se não nos desenvolvemos, nunca atingiremos a libertação. O anseio dos bodhisatwas e sua benção nunca estão longe. Se não fazemos um esforço, os equívocos relacionados com o samsara, sempre nos retrasarão. Isto leva a retraço e então andamos em círculos por algum tempo ate encontrar-nos de novo. Este e um tempo muito importante para nos porque podemos escolher o mesmo caminho dos bodhisatwas. Temos a possibilidade e a mesma oportunidade de atingir a iluminação. O problema esta nas circunstancias presentes, as condições presentes do ciclo de existência, as condições de nossas próprias emoções. De aqui que apareçam tantas razoes para perder a oportunidade. porque nossa mente muda, as vezes estamos muito interessados em aprender o dharma, isto esta muito bem. Em outras ocasiões experimentamos circunstancias que fazem que percamos nosso interesse. Este não e o karma básico porem sim um tipo de karma circunstancial, quando nos ficamos longe demasiado e depoiscomeça novamente e treina mais um pouco.

Nisto nos desperdiçamos muito tempo e oportunidades, já que todos nos não temos completado o caminho da pratica. As vezes uma pessoa tem uma confiança forte e as vezes não. As vezes a gente somente observa as circunstancias externas "eu posso ou não fazer isto ou aquilo?" Todos passamos por muitas mudanças e isto e normal. Há algumas coisas das quais temos que estar informados, por exemplo o caminho dos seis paramitas, em especial a diligencia, a paciência e o treino. Se aprofundamos nestes treinos não seremos arrastados pelos obstáculos circunstanciais. Isto e muito importante. Fazemos a pratica e desenvolvemos a atitude iluminada.

Ao principio não podemos lograr grandes fatos, porem inclusive pensamentos simples podem ajudar a todos os seres. A medida que nosso treino cresce, passo a passo vamos percebendo a natureza de nossa mente.

Com relação ao karmapa e ao desenvolvimento do dharma no oeste. sua santidade visitou por primeira vez o oeste em 1974.ele viu que poderia beneficiar a muitos seres em América e na Europa e escolheu lugares aos quais lhes deu o nome do "assento do karmapa" que não e necessariamente um prédio, porem sim uma transmissão que se da num lugar.esta transmissão não se da para poucas vidas. Passa aqui o mesmo que aconteceu no tibete. Primeiro uma pessoas criam as condições para que possam transmitir os ensinamentos a cultura ocidental e ao idioma local. Logo lentamente, os bodhisatwas começam a reencarnar ali.

Isto sucede em Ásia, Europa América, onde a possibilidade para o desenvolvimento do dharma e maior, o mesmo que aconteceu no tibete. Sua santidade o Karmapa não falou claramente que renascerias aqui ou ali, porem quando da o nome "0 assento do karmapa" lentamente seus estudantes começam a renascer ali e a trabalhar duro para criar as condições que todos necessitamos. Sua Santidade tomou uma importante dacisao para América e Europa , que e a de não forçar o desenvolvimento, senão deixar que aconteça de uma forma natural.

Trabalhamos com ele agora, não por uma vida, e sim por muitos séculos, para o beneficio de todas as pessoas assim como foi feito no tibete.O karmapa não quer convertira todo o mundo ao Budismo nem invadir nada, porem quer oferecer uma oportunidade através de lugares como este. Deixa que a gente continue, tome suas próprias decissoes e façam a sua pratica segundo suas próprias necessidades e anseios. Não debem ser forcados por lamas. Entanto, pessoas com todo tipo de habilidades devem se ajudar a crescer no dharma. As pessoas que tem uma conexão com o Karmapa realmente são muito diversas. Trabalham se ajudando mutuamente e trabalham para possibilitar uma oportunidade para que os demais possam seguir seu caminho. Todo acontecesegundo o desejo e o karma das pessoas.

karma aqui não significa bom ou mau, senão simplesmente o que era e fazia antes. Muitos tem tido contatos prévios com o Dharma porem ainda são pessoas ordinárias quem tem renascido uma e outra vez de novo no samsara pela influencia da ignorância e o karma.

Alguns fizeram anseios muitos fortes e decidiram desenvolver uma atitude iluminada.Eles são bodhisatwas, não num alto nível,senão num nível ordinário. Voltam a causa de seus anseios como Bodhisatwas. Suas vidas são muito ativas e podem ajudar a muitos seres. Alguns deles tem uma realização muito alta, porem ser um bodhisatwa não significa necessariamente que esteja num nível muito alto. Tem muitos níveis diferentes.Alguns vem numa forma ordinária ainda que estejam num nível muito alto, dependendo de onde e necessário ajudar. desta forma muitas coisas são possíveis. Cada bodhisatwa se engaja de acordo com os seus desejos e trata de beneficiar a todos os seres sencientes.

Esta e a razão pela qual cada um de nos deve aceitar a todas as outras escolas de budismo. Todas são boas. Com a transmissão do dharma ao oeste, aparecem sentimentos velhos e conexões.Não somente um grupo que coincidentemente se une para continuar com a tradição senão que também se uniram a causa de seu karma prévio.

Quem estão renascendo hoje devem continuar com o seu desenvolvimento, especialmente em aquela áreas e ensinamentos que tem recebido em vidas anteriores.

Esta continuidade lhe confere ao desenvolvimento espiritual uma qualidade mais profunda que um simples contato casual. Sua Santidade queria fazer todo da mesma forma como o nome karma kagyu implica: Karma significa atividades e representa a atividade de todos os Budhas e gyu significa transmissão. Kagyu e a transmissão dos ensinamentos do passado ate agora . Assim o karmapa queria continuar unindo as pessoas que tinham conexões desde tempos passados. O XVI karmapa ressalta que há vários passos importantes em nosso desenvolvimento.

Primeiro o compromisso individual de praticar o budismo para desenvolver a atitude iluminada, que e o mais importante para nos. Logo esta a habilidade receber a transmissão em acordo com a própria capacidade, quando uno mesmo pode receber os ensinamentos, logo começamos a ser úteis aos outros. Poreste motivo e muito importante estudar os ensinamentos de Buda. Aprendemos mais e traduzimos os ensinamentos que existiram no tibete ao idioma do pais e ao mesmo tempo realizamos nossa própria pratica. Por exemplo, nos fazemos a meditação do karmapa, o guru yoga do karmapa. Através do Guru yoga, em cada função em cada pratica, em todo o que fazemos, somos inseparáveis da benção do karmapa e a da natureza de nossa própria mente.que e a mesma da mente de Buda.

Inseparável do karmapa significa que recebemos sua benção e qualidades. Quando uno mesmo a pratica e se invólucro em qualquer atividade, uno mesmo recebe muitas bênçãos e ajuda do próprio karmapa numa forma muito natural. Este e o mesmo caminho que marpa e muitos outros tradutores seguiram. Se desenvolveram cada dia mais e ao fim realizaram o significado completo. Desta forma puderam transmitir todos os ensinamentos ao tibetano ainda que Índia e Tibete foram totalmente diferentes.

Budha deu seus ensinamentos no idioma índio e na forma indiana, por este motivo os tibetanos foram para índia, e aprenderam todo para traduzi-lo ao tibetano.

O desejo do karmapa era que estes ensinamentos se ajustem ao ocidente da mesma forma. os budistas ocidentais transmitiram todos os ensinamentos a cultura ocidental.

As pessoas faram suas praticas, aprenderam, traduziram e desenvolveram sua compreensão mais profunda. Isto significa que com seus desejos e orações, os acidentais podem chegar a ser tradutores como Marpa e desta forma podem passar uma transmissão autentica. A idéia fundamental de sua santidade o karmapa e transmitir todos os ensinamentos aos idiomas, as culturas e idéias ocidentais. Isto trará grandes benefícios da mesma forma que aconteceu com o tibete.


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